CONFISCO DE BENS

(ALVO PRINCIPAL DA INQUISIÇÃO)


O confisco de bens dos cristãos brasileiros, referente a primeira metade do século XVIII, cujos resultados espantam e configuram de modo eloqüente, pois segundo a história, o principal objetivo da inquisição era acabar com os crentes e tomar-lhes os bens como: terras, casas, lavouras, criações, etc... O Santo Ofício, após efetuar as prisões, fazia a classificação dos prisioneiros segundo os bens que possuíam. Para o Santo Ofício eram considerados multi-milionários os cristão no Brasil que possuíssem bens, como terras, casas, lavouras e outros no valor de 200 quilos de ouro e a classe média que chegava aos 50 quilos de ouro. Segundo o levantamento feito pela Dra. Anita, só de confisco de bens de 133 brasileiros, a Inquisição arrecadou cinco toneladas de ouro.

O cálculo feito pela Dra. Anita, no início de 1987, computando os juros de 6% ao ano sobre os confiscos que deveriam reverter aos descendentes dos condenados ao longo de três séculos, o tesouro português e do Vaticano deveriam desembolsar 61 milhões de dólares com juros progressivos de quatro milhões de vezes aquela quantia, que seriam algumas vezes maior do que a dívida externa brasileira.

Catolicismo Romano e Inquisição - duas forças piores do que Hitler, Stalin, Nero. Bestas humanas que mancharam a terra com sangue de inocentes como o pastor Jean Jacques Le Vouller, conhecido como João Bollés, que foi preso em 1559, por ser denunciado como herege, pelo padre Luiz de Grã, ao Governador Geral. Condenado, passou oito anos na masmorra encarcerado. Logo depois foi condenado à morte pelo crime de ser evangélico. Mas antes de levá-lo à forca, colocaram o padre José de Anchieta para convencer o pastor João Bollés a se retratar e converter-se ao catolicismo. Como isso não foi possível, pois João era um homem convicto de suas idéias, foi levado para ser executado pelo carrasco. Como este demorasse para cumprir a ordem, o próprio padre Anchieta se antecipou e executou o ato, enforcando o nosso querido pastor João Bollés. Um dos primeiros mártires da fé em nossa pátria, enforcado pelo (santo brasileiro), José de Anchieta. Ao terminar a execução ele olha para o carrasco que não teve coragem de matar um homem inocente e diz: "Eis como se mata um homem". (Extraído do livro "Anchieta, Santo ou Carrasco?")

O pastor João Bollés foi o primeiro pastor a celebrar a Santa Ceia no Brasil.


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